Está no Presídio de Unaí, no Noroeste de
Minas, um homem de 56 anos que foi preso por suspeita de se passar por pastor e
conselheiro espiritual para abusar de mulheres na cidade. Segundo a Polícia
Civil, os abusos ocorreram em 2015 e 2018, tendo ao menos quatro vítimas já
identificadas, entre elas, algumas adolescentes. Todas as vítimas dos abusos,
de acordo com a PC, se encontravam em situação de vulnerabilidade espiritual,
psicológica, afetiva e também financeira.
O homem foi preso no dia 28 de
fevereiro, em virtude de mandado de prisão, e neste sábado (2) a Polícia Civil
detalhou ao G1 como eram as ações do acusado, que foi detido por
posse sexual mediante fraude. Segundo a polícia, ele foi localizado numa quadra
na praça do Bairro Canabrava, momento em que fazia inscrições para captar novos
integrantes do projeto Guarda Mirim, onde atuava como coordenador, e onde
alguns dos abusos tiveram início.
Modo de ação
As investigações da Delegacia
Especializada no Atendimento à Mulher, que duraram cerca de três semanas após
denúncias, apontaram que o homem manteve relação sexual forçada com uma menor
de 15 anos por cerca de cinco vezes no ano de 2018. Para aliciar a jovem, ele
prometeu emprego em um banco da cidade e também ofereceu-lhe presentes e cesta
básica.
Segundo o relato desta menor, o acusado
começou a aliciá-la assim que ela entrou na Guarda Mirim, em julho de 2018. Ele
teria ido na casa da jovem com pretexto de levar frutas e verduras,
aproveitando-se da ausência da mãe da adolescente e forçando-a manter relação
sexual com ele. A garota mencionou ainda que ele usou técnicas de hipnose.
Ainda segundo as investigações, o
suspeito teria assediado duas voluntárias de um centro social voltado para
atividades aos jovens carentes. Além de tentar estuprá-las, o homem teria
tocado nas partes íntimas de ambas; os atos ocorreram na residência das
mulheres e também nas dependências do centro social. Consta na denúncia, que o
homem constantemente enviava fotos do órgão genital para as vítimas e fazia
questão de se despir, pedindo que elas fizessem sexo oral nele.
Ainda segundo a PC, o homem é também
acusado de se envolver em um caso semelhante, em 2015, também envolvendo uma
adolescente.
'João de Deus mineiro'
O modo de ação do acusado ocorria de
maneira muito similar, de acordo com a Polícia Civil, ao médium João
de Deus, preso em Goiás após denúncias de abuso sexual durante
atendimentos espirituais. O homem prestar atendimento numa igreja conhecida
como "hospital de alma" e usava dos títulos de pastor de igreja e
psicanalista para angariar a confiança das vítimas. O homem apelava pela situação
de vulnerabilidade das vítimas; a PC acredita que ele possa ter feito muitas
outras vítimas, além das quatro já identificadas.(g1 grande minas)
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