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A Polícia Militar confirmou nesta
segunda-feira (7) que registrou no Norte de Minas no último fim de semana pelo
menos 27 ocorrências de violência contra mulher que envolvem autores próximos
às vítimas, como marido, companheiro, namorado, ou ex-parceiros. A natureza dos
registros vai de ameaça, agressão, lesão corpora e até homicídio. O G1 noticiou
dois casos de feminicídio no último domingo (6). Em ambas as reportagens, a PM
informou que os autores não se conformavam com o término de relacionamento com
as mulheres mortas. O major da Polícia Militar, Giovani Rodrigues, lembra que o
recomendado é que o quanto antes as vítimas denunciem situações de abuso, para
que recebam o respaldo dos órgãos de segurança.
“Nós temos uma equipe de prevenção à
violência doméstica que preferencialmente atua em casos como estes. Os dados
são monitorados e encaminhados à Polícia Civil por representarem riscos às
mulheres envolvidas. Os militares são orientados a ficarem atentos a qualquer
tipo de situação que pode ser omitida pela vítima, que pode sofrer de
dependência do autor”, afirma.
O major Giovani afirma, ainda, que
considera alto o número de registros no Norte de Minas. Para ele, é necessário
que as mulheres se protejam com ajuda da polícia. “Colhemos todas as
informações possíveis para dar sequencia às investigações. É muito complexo
porque nem sempre as mulheres tem coragem de levar adiante as queixas. São muitos
casos para um fim de semana só. Em muitos casos, há omissão da vítima. Então a
gente faz esforço para motivar mulheres a tomarem providência mais rigorosa
para não acontecer como houve
em Francisco Sá”, lamenta o major.
Em Montes Claros, a Delegacia da Mulher
foi reaberta
em 2013. O local funciona na Rua Pires de Albuquerque, 356, Centro.
Cerca de 20 vítimas de agressões são atendidas por dia no espaço da Polícia
Civil. Para a delegada Karine Maia, muito tem se conquistado na pauta de
violência contra o sexo feminino, mas ela também alerta que as mulheres não
podem abrir mão de denunciar.
“As mulheres precisam denunciar e
permanecerem na denúncia. Muitas delas voltam atrás. O comportamento da mulher,
talvez por medo ou dependência financeira, ainda é algo que mantém os
relacionamentos abusivos. Por mais que a gente atue, se ela não quiser, a gente
não pode fazer nada”, diz.
Assim como o major da Polícia Militar, a
delegada concorda que é preciso que as vítimas tomem providências o quanto
antes quando percebem que os relacionamentos ultrapassaram a barreira do
respeito. “É preciso que elas percebam quando o relacionamento se torna abusivo
e tomem providências. O que não pode é denunciar, depois voltar atrás, depois
denunciar de novo. A relação cai no desrespeito, gera falta de credibilidade e
a situação só se complica”, comenta Maia.
A Polícia Civil orienta que as vítimas
de abusos procurem o disque denúncia, através do número 180, ou procurem a
Delegacia de Mulheres.(G1 GRANDE MINAS)
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