Prefeita de Itacarambi decreta Estado de Calamidade Financeira no Município devido à retenção de parte dos repasses constitucionais pelo Governo do Estado de Minas Gerais.
A Prefeita de Itacarambi, Dra. Nívea Maria,
publicou na segunda-feira (02/07), um decreto de calamidade financeira no
âmbito da administração Municipal. O decreto tem vigência de 90 dias. Este é um
procedimento da administração pública que deve ser realizado diante de
situações como a que o município vem passando atualmente, em virtude de atraso
e retenção de repasses constitucionais obrigatórios e valores pactuados para
custeio de despesas de competências concorrentes, com o Estado de Minas Gerais
e outras providências. A decretação de calamidade financeira, não dispensa o
regular processo licitatório, para a contratação de bens e serviços. Fica
vedada a realização de novas contratações de pessoal (ressalvando o caso de
reposição de quadros essenciais à prestação de serviços aos munícipes),
indenização de férias, bem como a concessão de novos benefícios pessoais que
venham gerar despesas durante a vigência do Decreto, excetuando se nestes casos
os legalmente obrigatórios e as determinados judicialmente.
O que se vê em Minas Gerais é a crítica
situação financeira dos municípios mineiros e o não cumprimento da Lei
Complementar n° 63, que dispõe sobre critérios e prazos para o crédito das
parcelas de impostos arrecadados devidas aos municípios. Apurou-se que a dívida
total do estado com as administrações municipais já soma aproximadamente R$ 6
bilhões, sendo que, desse valor, os municípios precisam receber cerca de R$ 200
milhões de juros e correções do ICMS retido, R$ 2,5 bilhões da Saúde e R$ 160
milhões de transporte escolar, além do IPVA e repasses para a saúde.
O Governo de Minas ao reter os recursos
destinados aos municípios, tem
condicionado em todo o Estado, situações de instabilidade e descontrole das
contas públicas, que inevitavelmente interfere no cumprimento das determinações
da Lei de Responsabilidade Fiscal. Os municípios mineiros têm enfrentado
situações muito difíceis, como a inadimplência com fornecedores, previdência e
até o atraso e parcelamento da folha de pagamento dos servidores.
Itacarambi está lançando mão de todos os
meios administrativos e judiciais, a fim de amenizar os impactos da ação de
governo e conta com a compreensão de toda a população, em vista das restrições,
que se espera sejam temporárias, mas são necessárias no momento, mas com a
garantia de que não serão medidos esforços para a manutenção de todas as
atividades essenciais à população.
Por Vailton Ferreira

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