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Servidores
da rede estadual bloquearam a BR-251 em Montes Claros, no início da manhã desta
terça-feira (27). De acordo com o Diretor do Sindicato dos Trabalhadores em
Educação (SindUte), Célio Gonçalves Moreira, os profissionais cobram pelo
cumprimento do acordo firmado sobre o piso salarial e protestam contra a
reforma da previdência. A rodovia ficou bloqueada por duas horas no km 523 e os
manifestantes incendiaram pneus.
"Nós
queremos dialogar com o Estado. Não estamos aqui para cobrar reajuste de
salário. O que queremos é o cumprimento do acordo do piso salarial profissional
nacional firmado em 2015; é este o nosso objetivo e de várias outras
manifestações que acontecem no restante do Estado. Depois de três anos, em
2018, é que teremos o valor integral do piso. Então, estamos reivindicamos o
que é de direito", explicou. Os servidores estavam em dois ônibus e
seguravam faixas.
O
bloqueio aconteceu das 6h às 8h e houve congestionamento nos dois sentidos da
pista de aproximadamente 10 km. O Corpo de Bombeiros e as polícias rodoviária
federal e militar estiveram no local. Os manifestantes informaram que
continuariam a manifestação na Praça da Estação, ainda na manhã desta terça.
"Teremos
uma atividade para dialogar com a comunidade para todos entenderem e conhecerem
a realidade da educação no Norte de Minas", complementou. Os professores da rede estadual estão em greve desde o dia 8 de março e
decidiram manter a paralisação em assembleia realizada no último dia 22.
O que diz o estado
Em nota,
a Secretaria de Estado de educação informou que o governo se empenhou nas
últimas semanas na busca de uma conciliação com Sindicato Único dos
Trabalhadores em Educação (SindUTE) e foram realizadas duas reuniões com a
mediação do Ministério Público e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Ainda segundo a nota, foi
acatado o parecer da Promotoria da Educação apresentado na reunião que
considerou que pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Governo de fato
está impedido de conceder reajustes aos trabalhadores por ter ultrapassado os
limites estabelecidos pela LRF.
“Esse ponto, aliado às dificuldades
orçamentário-financeiras enfrentadas pelo Estado, já havia sido apresentado em
diversas ocasiões ao SindUTE como sendo o principal empecilho para a concessão
dos reajustes do Piso neste momento. Os representantes do Governo salientaram
que o pagamento do Piso Nacional é um ponto de entendimento entre o Sindicato e
o Governo e que a discussão neste momento é quando será possível pagá-lo
conforme o acordo fechado com a categoria em 2015”, diz.
A secretaria informou que os trabalhadores rejeitaram
os itens do termo de conciliação elaborado com o Ministério Público e decidiram
dar continuidade à greve. O Governo de Minas Gerais está avaliando quais
medidas serão tomadas.(g1 grande minas)
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