Uma criança de cinco anos foi picada
por uma cobra nesta segunda-feira (24) em Montes Claros. De acordo com
informações do Samu, o fato ocorreu em uma residência do Bairro Independência.
Os moradores mataram a cobra após o ataque.
A criança foi
socorrida ao Hospital Universitário Clemente de Faria. A cobra também foi
levada para a instituição para acelerar a identificação do réptil e aplicar o
tratamento mais adequado à vítima. Segundo a assessoria de comunicação do HU,
na tarde desta segunda-feira a criança ainda permanecia internada, recebendo
soro antiofídico e “sem apresentar gravidade clínica”.
Dados do
Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same) do HU revelam que, de 1º de
janeiro até 23 de abril, 55 pessoas receberam atendimento na unidade hospitalar
vítimas de picadas de serpentes. No ano de 2016 foram registrados 108
atendimentos.
Cuidados
O médico
instrutor do Samu, Wille Dingsor, alerta para alguns cuidados a serem tomados
para evitar fatalidades com animais peçonhentos. Ele afirma que a primeira
medida é evitar locais onde podem se tornar propícios à proliferação destes
animais.
“É preciso
evitar o acúmulo de entulhos, que podem sugerir ao surgimento de cobras e
escorpiões. Outra coisa é evitar o contato com os animais caso apareçam. No
caso de pessoas que precisam trabalhar com locais onde são propícios ao
surgimento destes animais, é primordial o uso de Equipamento de Proteção
Individual (EPI)”, explica.
O médico diz
ainda que em caso de ataque deve ser descartado algumas crendices popular, que
podem até mesmo piorar o quadro clínico da vítima. “Nada de torniquete, pois
pode piorar a lesão. Também não se deve sugar, pois raramente se consegue
retirar o veneno e quando acontece tem o risco de se contaminar também que fez
a sucção. Além disso tem a situação de contato com o sangue de outra pessoa que
também não é aconselhado”.
Ele finaliza dizendo
que a vítima deve ser socorrida à unidades de pronto socorro o mais breve
possível. “Deve-se acionar os serviços de urgência, Samu e Bombeiros, que podem
fazer uma avaliação prévia. Eles podem passar orientações de acordo com o
quadro que se encontra a vítima do animal peçonhento”.(g1grande minas)
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