Por Redação, G1 Grande Minas
O homem acusado de estuprar e matar de maneira
brutal uma menina de 9 anos na zona rural de Buenópolis (MG)
foi ouvido pela Justiça em uma audiência de instrução nesta terça-feira (25),
na cidade. Segundo informações do Ministério Público, foram ouvidos na
audiência parentes da vítima, policiais responsáveis pela ocorrência e Jairo
Lopes, acusado do crime. O crime ocorreu em junho de 2016 e teve grande
repercussão após a polícia ter encontrado o corpo de Rayane Aparecida Cândida
com sinais de violência e sem o coração.
É a primeira fase do processo que Jairo responde,
acusado de homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver, de acordo com
o MP. Após ouvidas as partes nesta terça-feira, a juíza responsável pelo caso,
Andreia Márcia Marinho, vai enviar o processo ao promotor de Justiça pedindo
que o caso seja remetido à decisão de júri popular, em data a ser definida
ainda este ano. A expectativa é que em um prazo de um a dois meses seja
publicado o pedido da juíza responsável pelo caso.
A audiência desta terça-feira começou por volta das
9h30 e seguiu até o início da tarde. Jairo Lopes, que foi encontrado pela
polícia no dia 8 de junho na zona rural de Joaquim Felício, volta ao presídio
da cidade de Ribeirão das Neves ainda nesta terça.
Entenda o caso
Jairo Lopes foi identificado pela polícia como
possível autor do estupro e assassinato de Rayane, quando as botas dele foram
encontradas sujas pelo sangue da menina de 9 anos, nos dias posteriores ao
crime. Ele conseguiu se esconder nas matas próximas à comunidade rural em que
morava por quase uma semana. O corpo dela só foi encontrado após a prisão,
quando o acusado indicou aos militares onde a havia escondido.
Usando o nome de “Adauto”, Jairo Lopes morou na
zona rural de Buenópolis por dois anos, onde mantinha um relacionamento com
Cícera Soares. Ela contou para a PM que não conhecia a identidade verdadeira do
marido na época do crime. A fazenda do pai da vítima fica na mesma região.
Rayane Aparecida Cândida desapareceu quando saiu da
casa na fazenda para pegar uma van que a levaria até a escola. Segundo a
família, ela percorria sozinha o caminho de um quilômetro, em uma região pouco
movimentada e de difícil acesso. Para a polícia, o acusado monitorava a menina.
Durante as buscas, houve revezamento de equipes da
PM que eram formadas por 60 policiais, além da população. Os trabalhos contaram
também com o helicóptero e cães farejadores.
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