A balsa de São Romão
transporta pedestres e todos os tipos de veículos, apenas os com placa de
outros lugares pagam pela travessia. O município faz parte do trajeto de
quem segue para Brasília (DF), entre outros locais. Quem segue de Montes
Claros, maior cidade do Norte de Minas Gerais, para São Romão percorre 190
quilômetros, agora, por causa da necessidade de um desvio, a distância mais que
dobrou, e corresponde a 450 quilômetros. Faltam
dinheiro nos caixas eletrônicos, combustíveis nos postos e até trigo em uma
padaria em São Romão, no Norte do Estado. Segundo moradores e comerciantes do
município às margens do rio São Francisco, o desabastecimento foi provocado há
15 dias pela interdição, para reformas, da única balsa que funcionava na
cidade. O equipamento fazia a travessia de 700 m entre o local e a outra margem
do rio, que dá acesso à Ubaí, distante 32 km do local. Sem ter como atravessar
o velho Chico, os 12 mil habitantes estão praticamente isolados e exigem
providências do poder público.
Com 32 m de comprimento e
capacidade para transportar 200 pessoas e 14 veículos simultaneamente, o
equipamento está em reforma para atender exigências feitas pela Marinha, após
vistoria recente. Entre outros problemas, buracos no casco – provocados pela
baixa vazão do rio – e desgastes no cabo de tração motivaram a notificação, diz
Celso Paulo Rodrigues, nomeado pela prefeitura para coordenar a operação do
barco. “A previsão é que o serviço seja normalizado na sexta-feira”, afirmou.
Transtornos. Os prejuízos
causados pela interdição da balsa são muitos, de acordo com moradores de São
Romão. “As pessoas não podem mais sair da cidade, pois a balsa transporta tudo
por aqui, e isso está nos prejudicando. A estrada que temos (que liga o local a
Santa Fé de Minas, a cidade mais próxima por terra, distante 60 km), não é
asfaltada”, disse o jornalista Telemaco Uga, 55.(FONTE
AGENCIA MINAS DE NOTICIAS)
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